Apesar do câncer na tireoide na gravidez ser pouco invasivo, de fácil tratamento e a sobrevida chegar a quase 100% em dez anos, as mulheres tem que ter muito mais cuidado: por questões hormonais, mulheres na gravidez ou após a gestação e acima dos 50 anos são vítimas em potencial de nódulos na tireoide. A cada quatro doentes, apenas um é homem. De acordo com informações do Inca (Instituto Nacional de Câncer), o câncer de tireoide é o quinto mais diagnosticado entre os pacientes do sexo feminino.

Mas surge uma questão delicada: a gravidez durante ou depois da descoberta do nódulo maligno na tireoide. O câncer é uma doença cujo tratamento é muito delicado, que exige do corpo muita energia e da pessoa disposição e força de vontade.

Problemas de tireoide não prejudicam a fertilidade da mulher, portanto ela não perde a capacidade de gerar uma criança. Porém, a gravidez de uma mulher com hipotireoidismo é mais arriscada e pede um acompanhamento do obstetra de perto e também do endocrinologista, que vai orientar a medicação correta, de forma que apenas beneficie a mãe e o feto.

A dose do hormônio precisa ser corrigida assim que se confirmar a gravidez, para que o desenvolvimento do sistema nervoso central do feto não seja prejudicado em caráter irreversível.

O câncer de tireoide é um dos mais simples de ser tratado. Basta uma cirurgia para retirar a glândula e, depois, a paciente vai precisar dos hormônios artificiais, sem mais riscos para a gestação. É comum que as mulheres realizem exames de prevenção, aumentando as chances de descobrir uma doença já existente, mas nunca a gravidez será um fator de risco para o câncer de tireoide – ainda que possam aparecer nódulos benignos por conta das alterações hormonais.

No câncer na gravidez também há chances de a mulher precisar de um parto cesariano, um parto prematuro planejado ou dar à luz crianças com tamanho acima da média.

A conduta quando o câncer de tireoide é diagnosticado: Primeiramente deve ser realizada a biópsia aspirativa por agulha fina. Se for detectado um nódulo maligno no início da gestação, pode-se operar a partir do 2º trimestre.

 

Câncer no pós-parto

Alguns médicos pedem exames para detectar algum tipo de câncer de tireoide após o parto. Durante a gestação há diversas mudanças hormonais no organismo, inclusive nos hormônios da tireoide. Durante a gravidez ou no pós-parto a mulher não fica mais suscetível ao câncer de tireoide, isso é um mito. NÃO HÁ O PORQUÊ TER MEDO!

Muitas vezes o câncer, que na fase inicial não apresenta sintomas, já está instalado e agindo silenciosamente.

Embora este seja um tipo comum de câncer, o índice de cura é bastante alto, cerca de 95% com a realização de cirurgia. Conciliando a operação com a iodoterapia esta possibilidade aumenta para 97%.

Caso o diagnóstico se realize mais perto do fim da gestação, deve-se aguardar para realizar a cirurgia após o parto, já que não há piora no quadro do câncer de tireoide ao se aguardar algum tempo pela cirurgia.